FUTURISMO NOS PAÍSES DO LESTE EUROPEU (Praga, Budapeste e Lvov, República Tcheca, 1912-1914).
Foi Josef Capek quem editou para o grupo os seis primeiros números da revista Umeleky Mesícnik [Mensário Artistico], onde publicou o artigo A Posição dos Futuristas na Arte Contemporânea (mar., 1912). O texto do artista representou a primeira análise publicada sobre a estética do Futurismo italiano e sua repercussão no seio das vanguardas tchecas. Na ocasião, Capek se baseou na análise dos manifestos Futuristas publicados e na sua observação da 1ª Exposição Futurista, realizada na Galeria Bernheim Jeune (Paris, 1912). No ano seguinte o Mensário de Arte publicou o artigo Janela Aberta, de Stanislav Kostka Neumann, considerado o primeiro Manifesto dos Futuristas tchecos (09 ago., 1913).
A mostra dos Futuristas italianos realizou-se na Galeria Sackville (Londres, 1913), e foi um grande escândalo, divulgado nos jornais ingleses. A exposição itinerou à Galeria da Tempestade (Berlim, 1913), de Herwarth Walden, onde a mostra foi visitada por Bohumil Kubista, que adquiriu o catálogo, posteriormente encontrado nos seus arquivos. Outro artista tcheco, anteriormente pertencente ao Grupo da Associação de Belas Artes Mánes, formador e destaque no Grupo (Tcheco) dos Oito, Emil Filla, condenou impiedosamente a arte dos Futuristas italianos através de seu artigo publicado no Mensário de Arte (n. 09). A mostra dos Futuristas italianos itinerou à Galeria Havel (Praga, jan., 1914), quando acirrou-se a polêmica entre as vanguardas tchecas, que condenaram impiedosamente a arte dos Futuristas italianos. A discussão tomou conta das páginas do Mensário de Arte (n. 09), com diferentes ênfases nas posições publicadas, sendo a mais moderada de Josef Capek e a mais radical de Emil Filla.
Na época, Karel Kapek, irmão de Josef Kapek, escreveu sua crítica publicada na Ceská Revue (n. 03). A obra literária de Capek recebeu a influência do Futurismo, na visão da utopia técnica, científica e moderna, destinada a transformar o mundo. No entanto, Capek apresentou-a na perspectiva histórica pessimista, oposta a visão positivista dos Futuristas italianos. Outras exposições associaram a arte do tcheco Bohumil Kubista ao Futurismo, como a Mostra dos Futuristas e Expressionistas (Budapeste) e a Exposição dos Futuristas, Cubistas e Expressionistas (Lvov, República Tcheca, 1913), que itinerou à Galeria Havel (Praga, 1914; v. Expressionismo Polonês ou Formismo).
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